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ARTIGO

Leis de REP na América Latina

REP e logística reversa: uma oportunidade estratégica para empresas de consumo

Como integrar a logística reversa como parte fundamental da estratégia de negócios?

A Responsabilidade Estendida do Produtor (REP) está ganhando força como um instrumento-chave na transição para modelos de economia circular. Sua lógica propõe uma mudança fundamental: passar de uma responsabilidade focada exclusivamente na produção para uma visão mais abrangente que também considera o que acontece com os produtos e suas embalagens quando o consumidor os descarta.

Na América Latina, essa abordagem está ganhando relevância à medida que as regulamentações, as expectativas dos consumidores e as pressões globais por maior rastreabilidade e redução do impacto ambiental crescem ao longo de toda a cadeia de valor. Diante desse cenário, as empresas estão começando a repensar seu papel e envolvimento na gestão eficaz de resíduos pós-consumo.

Na Kolibri, acompanhamos esse processo com soluções concretas: projetamos e implementamos sistemas de logística reversa e recuperação de materiais pós-consumo adaptados ao contexto local, com foco na rastreabilidade, baixos custos de gerenciamento e escalabilidade.

Quais são os principais desafios que as empresas enfrentam ao implementar o REP?

Na Kolibri, identificamos desafios recorrentes na implementação de esquemas de REP na região.

  • Infraestrutura de recuperação fraca: A maioria dos países latino-americanos não tem sistemas consolidados para coleta, classificação e recuperação de resíduos. Isso força as empresas a operar em ambientes onde nem sempre há certas condições para cumprir suas obrigações legais.
  • Altos níveis de informalidade: As cadeias de recuperação geralmente são dominadas por atores informais, o que compromete a rastreabilidade dos materiais, limita a qualidade dos dados e dificulta as auditorias externas. Essa informalidade gera incerteza regulatória e exposição reputacional.
  • Lacuna entre regulação e capacidade de resposta: As regulamentações estão avançando mais rápido do que a capacidade institucional, operacional e financeira das empresas (especialmente PME) para responder aos novos requisitos. Isso aumenta o risco de não conformidade e sanções.
  • Modelos financeiros ineficientes: Muitos esquemas de REP impõem obrigações de pagamento antecipado sem mecanismos claros de controle, priorização ou garantia de conformidade. Isso resulta em custos imprevisíveis por tonelada recuperada e baixa eficiência de gastos para as marcas.
  • Aumento da pressão das partes interessadas: As empresas operam em um contexto de maior escrutínio público, pressão de consumidores, reguladores e fundos de investimento, que exigem evidências concretas de impacto ambiental e conformidade regulatória.

Por que as empresas líderes estão agindo agora? Esquemas regulatórios versus voluntários.

O REP não apenas responde a uma estrutura regulatória em expansão, mas também permite que as empresas reduzam o impacto de suas operações, garantam o fornecimento de matérias-primas secundárias, gerem dados confiáveis e fortaleçam sua proposta de valor, integrando critérios de circularidade em toda a cadeia de suprimentos.

Os requisitos regulamentares não são o único fator determinante. Também há uma pressão crescente de consumidores mais conscientes, metas de sustentabilidade corporativa e cadeias de valor globais que exigem rastreabilidade, transparência e métricas auditáveis. Agir voluntariamente permite que você se prepare para as tendências globais em responsabilidade corporativa.

Como enfrentamos esses desafios na Kolibri?

Uma abordagem abrangente adaptada ao contexto
Projetamos e implementamos estratégias de logística reversa adaptadas à realidade de cada empresa e território. Nossa abordagem busca resolver os desafios estruturais do sistema de recuperação de materiais com uma perspectiva prática e operacional.

  • Design baseado em padrões consistentes
    Trabalhamos com base em padrões internacionais que permitem contabilizar a compensação da pegada de resíduos (ou neutralidade do material).
  • Lógica multimaterial e eficiência operacional
    Projetamos com uma visão sistêmica multimaterial que evita a duplicação de esforços entre os atores. Promovemos esquemas colaborativos que otimizam recursos e reduzem estruturas de gerenciamento desnecessárias.
  • Integração First Mile
    Priorizamos a construção de cadeias sólidas, com metas claras, papéis definidos e atenção especial à integração da primeira milha, reconhecendo e formalizando o papel estratégico dos catadores de base. Essa inclusão é fundamental para fazer o sistema funcionar e ser sustentável.
  • Investimento eficiente e sustentável
    Acreditamos no investimento distribuído e sustentável, que evita estruturas de gestão onerosas e onde a maior porcentagem de investimento é transferida para a cadeia de recuperação.
  • Dados rastreáveis e auditáveis
    A rastreabilidade é um eixo transversal: usamos a tecnologia para ter dados auditáveis e verificáveis, o que nos permite avaliar e melhorar continuamente.
  • Implementação escalável
    Nossas metodologias são replicáveis e projetadas para escalar em diferentes contextos, sempre com uma visão de longo prazo.

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Como usamos a tecnologia para garantir a rastreabilidade?

Em contextos em que a informalidade predomina no gerenciamento de resíduos e os dados geralmente são dispersos, incompletos ou não confiáveis, a tecnologia funciona como um facilitador crítico. Ter informações rastreáveis e verificáveis não só melhora a eficiência operacional, mas também nos permite gerar evidências concretas do impacto, uma condição essencial para escalar soluções e canalizar investimentos.

Usando mecanismos de IA projetados especificamente para esse setor, garantimos a rastreabilidade abrangente do fluxo de materiais, desde a primeira milha até sua avaliação. Essas ferramentas documentam cada etapa com suporte comercial, fotográfico e logístico, nos permitem criar indicadores robustos para tomar decisões com melhores informações e melhorar a capacidade de prever custos, riscos e gargalos.

A incorporação de tecnologia a esses esquemas também abre as portas para profissionalizar o trabalho dos recicladores básicos, integrando-os aos critérios de desempenho e possibilitando novos mecanismos de incentivo econômico, como pagamentos por resultados ou títulos de rastreabilidade. Isso melhora a governança dos sistemas REP, reduz a dependência de intermediários informais e facilita novas formas de financiar e certificar o impacto alcançado.


Quais resultados alcançamos em nossos projetos na região?

Operamos em três países — México, Paraguai e Argentina — com uma abordagem territorial que envolve mais de 38 atores de recuperação em 21 regiões diferentes. Trabalhamos com até 8 tipos de materiais, plásticos (PET, HDPE, LDPE, PP), papelão, vidro, alumínio e Tetra Brick, fortalecendo as cadeias de valor locais e contribuindo para uma economia circular eficaz e rastreável na região.

Apoiamos projetos como Minha vizinhança livre de resíduos (Paraguai), FORTAL (Argentina) e FOREAL (México), que alcançam recupere mais de 21.000 toneladas de materiais pós-consumo anualmente.

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